quarta-feira, 21 de setembro de 2011


GRUPO 1: 
Fernanda Rocha (LÍDER)
Fernanda Medeiros
Joanna Porto
Lilian Santos
Maria Klídia

LITERATURA POPULAR

Literatura popular é a designação corrente e simplificada de literatura oral tradicional ou literatura popular de tradição oral, isto é, todo o conjunto de formas simples da arte verbal do povo. Consoantes os autores e os seus contributos teóricos, esta literatura é também apresentada com outras denominações: literatura oral, literatura tradicional, etno-literatura ou literatura marginal.
A denominação de literatura popular, em face da ambiguidade do termo “popular”, tem levantado as objecções de alguns teóricos, como é o caso de Victor Aguiar e Silva, para quem esta literatura exprime de modo espontâneo e natural, na sua profunda genuinidade, o espírito nacional de um povo, tal como aparece modelado na particularidade das suas crenças, dos seus valores tradicionais e do seu viver histórico.
O principal defensor do nome “literatura popular” é, sem dúvida, Viegas Guerreiro, que afirma preferi-lo por ser o de “de mais extenso significado”, já que “cabe nele toda a matéria literária que o povo entende e de que gosta da sua autoria ou não”.
Nos seus estudos sobre a literatura popular portuguesa, o escritor e etnólogo Alexandre Parafita preconiza e justifica a denominação de "Literatura Popular de Tradição Oral" para qualificar o universo de textos em causa, definindo tal literatura como o vasto e diversificado conjunto de formas de arte verbal determinado pelo uso que o povo delas faz e que, por isso, é testemunho da sua cultura e da sua identidade.
Neste universo de textos, segundo Parafita, são de considerar os contos populares, lendas, mitos, provérbios, ditos populares, ápodos, adivinhas, lengalengas, orações, rezas, fórmulas de superstições e de mezinhas, esconjuros, orações com escárnio, pragas, agouros ou profecias, galanteios ou piropos, quadras, autos populares, romanceiros, cancioneiros, excelências, entre outros.
Este especialista adverte que estes textos vão apresentando variantes mais ou menos pronunciadas, conforme o espaço geográfico e a geração que deles se apoderou ou os acolheu, o que vem confirmar o seu caráter eminentemente oral.

LITERATURA DE CORDEL

Literatura de cordel é um tipo de poema popular, originalmente oral, e depois impressa em folhetos rústicos ou outra qualidade de papel, expostos para venda pendurados em cordas ou cordéis, o que deu origem ao nome originado em Portugal, que tinha a tradição de pendurar folhetos em barbantes. No Nordeste do Brasil, o nome foi herdado (embora o povo chame esta manifestação de folheto), mas a tradição do barbante não perpetuou. Ou seja, o folheto brasileiro poderia ou não estar exposto em barbantes. São escritos em forma rimada e alguns poemas são ilustrados com xilogravuras, o mesmo estilo de gravura usado nas capas. As estrofes mais comuns são as de dez, oito ou seis versos. Os autores, ou cordelistas, recitam esses versos de forma melodiosa e cadenciada, acompanhados de viola, como também fazem leituras ou declamações muito empolgadas e animadas para conquistar os possíveis compradores.

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